Blumenau homenageia os 77 blumenauenses que combateram na Guerra do Paraguai

A Prefeitura de Blumenau, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura e Relações Institucionais (SMC), homenageou na manhã desta sexta-feira, dia 17, os 160 anos da partida dos imigrantes alemães blumenauenses rumo à Guerra do Paraguai. O cerimonial contou com a presença de autoridades civis e militares, e com a colocação de flores junto ao monumento dos “Voluntários da Pátria” erguido na Praça Hercílio Luz, no Centro Histórico, em referência aos soldados que seguiram rumo ao campo de batalha.

O secretário municipal de Cultura, Sylvio Zimmermann, representou o prefeito Egidio Ferrari nas homenagens. “Nesta data celebramos a memória dos imigrantes alemães, que por amor à nova Pátria atenderam ao chamado do imperador para se sacrificar pelo Brasil, oferecendo a própria vida”, comentou Zimmermann.

Também participaram do cerimonial, o comandante do 23º Batalhão de Infantaria, coronel Antônio Fernando Adorno Cossa, a presidente da Associação de Amigos do 23° Batalhão de Infantaria, Maria Cecília de Souza, o comandante do 3º Batalhão de Bombeiros Militar de Blumenau, tenente-coronel Mateus Muniz CorradiniVideo flores Sylvio e Coronel Cossa, familiares de Emil Odebrecht entre outras personalidades.

Tríplice Aliança

O maior conflito armado internacional ocorrido na América Latina foi travado entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta pelo Império do Brasil, Argentina e Uruguai. O Brasil enviou cerca de 150 mil homens para os campos de batalha, entre eles 77 blumenauenses voluntários, que fizeram parte do contingente de alemães.

Capitaneados pelo comandante tenente Emil Odebrecht, junto com os alferes Julius Sametsky, Victor Von Gilsa e Guido Seckendorff, o grupo blumenauense partiu em direção ao Paraguai no dia 5 de outubro de 1865. O governo municipal, por ocasião do centenário da partida, em 1965, providenciou a edificação do monumento para relembrar o ato de bravura desses heróis, dentre os quais alguns perderam a vida em defesa da Pátria adotiva. O monumento criado pelo artista e escultor Miguel Barba está edificado na Praça Hercílio Luz. A guerra durou entre 1864 e 1870.

 

Assessor de Comunicação: Sérgio Antonello